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| Lésbicas argentinas ganham processo por discriminação |
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Duas mulheres que entraram na Justiça argumentando que foram demitidas de uma companhia de seguros por serem lésbicas venceram processo em Buenos Aires, na Argentina.
O casal receberá uma indenização de mais de R$ 390 mil. O advogado das mulheres, Gregorio Dalbón, utilizou para sua argumentação uma resolução do Instituto Nacional Contra a Discrimininação, Xenofobia e Racismo (INADI), com a qual se comprovou uma “situação de desigualdade de tratamento entre homens e mulheres”.
O INADI, ao analisar o caso, determinou que tal situação “converte a diferença sexual em desigualdade social, estabelecendo uma hierarquia na qual todo masculino é valorizado em detrimento ao feminino”.
Ambas as mulheres, Miriam Emilce Díaz e María del Pilar Carabus, trabalhavam desde 2005 na área de vendas da empresa, e segundo denunciaram, o chefe da equipe as diferenciava dos outros funcionários por causa de sua orientação sexual.
No processo, o advogado do casal argumentou que “de forma constante [o chefe da equipe] realizava uma diferenciação de tratamento em relação ao casal devido ao seu gênero e orientação sexual, beneficiando sempre os homens, existindo um evidente assédio de pressão e desprezo com o grupo feminino”. |