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| Divã: Os rótulos |
| Psicóloga questiona: por que temos necessidade de segregar? |
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| Por Regina Claudia Izabela* |
| Publicado em 4/11/2009 às 14:13 |
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Queridas leitoras. Estava caminhando pela avenida Paulista na semana passada e um grupinho de garotos gritou "E aí sapatas!" para duas garotas que estavam andando de mãos dadas bem na minha frente. Aquilo me chamou a atenção, pois elas ficaram sem graça com o tom pejorativo do chamamento, e eu me coloquei na situação - poderia ter sido para mim também, que estava a menos de 10 metros delas!
Fiquei então pensando nessa atitude de parcela da sociedade. Como imagino que a maioria de vocês está inserida no “rótulo” de lésbicas e imagino que a outra parte esteja inserida socialmente no “rótulo” de heterossexuais, quero refletir exatamente sobre a necessidade que temos de nos intitularmos alguma coisa. Por que fazemos isso? Não basta sermos mulheres e nos respeitarmos mutuamente por conta desta condição? Ou mesmo somente humanas? Por que o humano tem essa necessidade de se segregar?
Sei que não basta, afinal, nos dividimos em grupos para nos unir a nossos semelhantes; resumidamente nos vejo como animais que andam em bandos para de alguma forma demarcarem seus territórios e não serem usurpados deles por outros bandos e assim vai. Penso tudo isso porque fico imaginando essas rotulações que nos dão na vida, uma hora somos isso, outra hora aquilo e como compramos facilmente essas ideias e nos utilizamos delas como se fossem práticas e normais.
O que não percebemos, porém, é que estamos sendo rotulados para que possamos fazer parte de uma estatística maior, que quase sempre é mentirosa, por que afinal de contas não somos somente um rótulo, ou somos? Aí, dentro do rótulo de lésbicas, tem os outros ainda: machinho, bofinho, feminina, ativa, passiva, blá, blá... Desculpem, meninas, mas estou cansada disso, acho que gostaria de nos vermos num mundo onde pudéssemos não ser rotuladas de forma alguma, afinal, é por conta da aparência que isso ocorre?
Me digam, por favor, por que vejo tanta gente que chega até a mim, equivocada com sua própria identidade, que penso: aonde está a identidade além de tudo isso? Olhar nos olhos e entender verdadeiramente o que o outro é ou deseja ser é difícil, afinal, nos apegamos tanto ao que o exterior-estereotipado mostra que nos basta ver o que uma pessoa veste para a colocarmos neste ou naquele grupinho.
Hoje estou um tanto filosófica porque sinto que a distância do que realmente importa está ficando grande a cada dia que passa neste mundo louco que vivemos. Quanta gente que vejo que está perdida, deprimida, simplesmente por uma questão de não conseguir se enquadrar ao proposto por essa nossa sociedade rotulante, ou seja, se a pessoa não é de tal jeito, ou não se identifica com esse ou aquele grupo ela fica à margem, à deriva. Triste.
Por que não posso andar de mãos dadas com minha namorada e não ser rotulada de nada? Por que não posso ser somente alguém que tem um outro alguém para amar? Bom, se é assim que somos tratadas, deveríamos então andarmos todas de mãos dadas para que seja aprovada logo neste país retrógrado que vivemos, a lei da união civil, a lei para a adoção pelos casais homossexuais e uma lei que seja cumprida contra a discriminação de qualquer espécie, pois não basta estar no papel, temos que brigar por isso.
Deveria ter falado alguma coisa então para os tontos, babacas preconceituosos, mas seria como eles, certo?
Eu penso que não, mas gostaria que vocês opinassem...
Beijos, queridas!
* Regina Claudia Izabela é psicóloga e escreve quinzenalmente neste espaço. Participe enviando perguntas para o e-mail claudia@dykerama.com. |
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| Norma Lúcia no dia
30/10/2009 às 08:23
disse:
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| Oi, Regina, interessante sua abordagem, mas não vejo o rótulo como algo negativo. A verdade é que pessoas têm peculiaridades e acabam encontrando seus pares. Daí surgem os grupinhos entre as lésbicas. O importante é ter o fio em comum que é gostar de mulheres. Não acha? |
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| Gil no dia
30/10/2009 às 14:47
disse:
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| Acho muito importante essa questão. Onde moro Embu - SP, as meninas estão começando a sair do armário. Mas os títulos vem logo em seguida... Somos apenas mulheres que amam outras mulheres... sem rótulos, títulos, nomes.... |
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| Fernanda no dia
30/10/2009 às 20:57
disse:
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| Realmente, vivemos, desse modo, mas procuro, ter uma atitude distinta dessa,mas as vezes nos pegamos reparando ou fazendo igual...Faz pensar! |
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| Manjari no dia
31/10/2009 às 00:16
disse:
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| Rótulos! Tudo começa na familía, colégio e nessa sociedade primitiva de sentimentos e valores, as vezes fico tão chocada como para muitos todos nós não passamos de produto e produto precisa de rótulo. Precisamos amar nossos semelhantes só assim estaremos plenos para respeitar. |
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| Cintia no dia
31/10/2009 às 11:13
disse:
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| Tanto anos, tantos grupos gays, politicos e nada, nada conseguimos nesse País. Penso que temos que começar a agir igual, estranhando heteros se amando perto da gente, vamos fazer o mesmo, nem que seja na porrada como heteros fazem, pois na paz nada está adiantando. |
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| Bárbara no dia
31/10/2009 às 14:18
disse:
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| Eu fico besta ao ver, não só em situações de orientação, a prepotencia das pessoas q julgam e agredem. Nesse caso, acredito na solução da imposição daquilo que somos para as pessoas se familiarizarem algum dia de tanto verem casais homo de mãos dadas. Pq solução instantânea ñ há |
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| c. no dia
31/10/2009 às 14:29
disse:
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| Às vezes, o "rótulo" pode ser muito útil, porque nos valendo dele damos razão para lutar pelos nossos direitos, que com certeza são direitos humanos. |
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| Sandra Martins no dia
1/11/2009 às 20:55
disse:
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| Rótulos sempre vai existir... o gordo, o magro, a feia, a bonita, o favelado, o crente, o ubandista... em algum momento da vida sofremos e as vezes sem querer produzimos rótulos. Só que, cada um tem o deireito de ser direfente e principalmente ser respeitado. |
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| Ci no dia
3/11/2009 às 00:48
disse:
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| Então, "Não basta sermos mulheres e nos respeitarmos mutuamente por conta desta condição?" ----> ATENÇÃO ISSO É MAIS UM RÓTULO |
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| milena. no dia
3/11/2009 às 19:00
disse:
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| não, não vejo problema nos rótulos, em dizer: sou lésbica, sou bi, sou passiva .. o problema está no sentido perjorativo disso tudo. Os tais rótulos não fariam a mínima diferença se fossem respeitados! |
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| vitória no dia
3/11/2009 às 21:11
disse:
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| Espiritualmente falando estamos em 1 planeta de provações e espiações um planeta em transição e pasmen!Evolução! Luz meninas principalmente p os menos esclarecidos! Quiça nós mesmas ñ? |
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| Andrea c vergonha do "Brasil" no dia
5/11/2009 às 05:44
disse:
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Esses caras tinham inveja das gurias, vai saber se elas realmente eram um casal, mas o que importa, né? Os "homens machos" acharam que eram lésbicas e pronto.
Tava lendo esses dias sobre a inveja, que é quando a pessoa não tem alguma "coisa", quer e não quer que o outro tenha. ( |
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| Naiady Correa no dia
6/11/2009 às 00:46
disse:
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| Total seria como eles... Como se eu me importasse com quem eu sou, não perdendo minha identidade ligo mt o foda-se. Pessoalmente jamais deixaria de mandar uma provocaçãozinha, me divirto com otários. |
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